4.10.12

curativos urbanos


Grupo 'cura' calçadas 'machucadas' na região da av. Paulista

Numa noite de agosto, buracos nas calçadas da avenida Paulista e das ruas Augusta e Peixoto Gomide (centro de São Paulo) receberam 40 curativos gigantes vermelhos. Eram parecidos aos usados normalmente em machucados, mas de tamanhos proporcionais às irregularidades no chão que pretendiam "curar".O ato faz parte de uma pequena intervenção, que recebe o nome de "Curativos Urbanos" e é promovida por um grupo de amigos --cinco deles moradores da cidade e uma sexta pessoa do Rio de Janeiro.Duas arquitetas, uma jornalista, uma profissional de relações públicas, uma publicitária e um designer, todos eles com gosto particular pela discussão dos problemas das metrópoles que habitam. Ainda que o escopo do grupo, segundo a publicitária gaúcha Jennifer Heemann, 28, seja analisar a cidade com foco em problemas de grande magnitude --como poluição, transporte público e uso dos espaços públicos--, o coletivo não ignora as possibilidades abertas por gestos menores e mais baratos.Com pouco mais de R$ 120, gastos em plástico EVA, fita adesiva e cola do tipo super-bonder, os amigos confeccionaram curativos de três medidas diferentes (60 cm x 30 cm, 40 cm x 20 cm e 30 cm x 15 cm). Jennifer diz que, ao aplicá-los junto aos buracos e às rachaduras, o objetivo é chamar a atenção para as dificuldades de locomoção na cidade e, mais do que isso, incluir os próprios pedestres no problema e em sua discussão.
"É uma grande brincadeira com o intuito de levar um pouco de crítica ao dia a dia dos moradores de São Paulo. A cidade é cheia de problemas que são ignorados como se não fossem da importância de ninguém. Queremos que as pessoas também se sintam responsáveis por onde vivem", ela explica.
A primeira região a passar pelo "tratamento" foi a da Paulista e arredores. Como o local é varrido frequentemente pelos serviços de limpeza, a intervenção resistiu apenas dois dias, mas foi fotografada e filmada pelo grupo. Os resultados dessa e de novas ações --já sendo planejadas para São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre--, serão publicados na página do grupo no https://www.facebook.com/curativosurbanos?ref=ts

TRAJANO PONTES
COLABORAÇÃO PARA FOLHA

2.10.12

Desnudo Azul , Pablo Picasso


Deprimido por la muerte trágica de un amigo, de 20
años de edad, Picasso pintó el solemne "Desnudo Azul". Parte de su "Blue Period" obras de arte, y las primeras pruebas de su talento, fue una de las 20.000 pinturas, grabados, dibujos y esculturas que creo en su vida.La belleza simplista de "Desnudo azul" se encuentra dentro de la capacidad de Picasso para expresar emociones profundas con un solo color.

1.10.12

Travessa dos Venezianos


Travessa dos Venezianos é uma ruela da cidade de Porto Alegre, localizada no bairro da Cidade Baixa, entre as ruas Lopo Gonçalves e Joaquim Nabuco, onde existe uma série de dezessete casas populares tombadas pelo município.
As construções datam do início do século XX, e mostram uma arquitetura muito simples, com fachada resumida a um esquema de porta e uma ou duas janelas, com pé-direito alto e uma platibanda elementar acima, sendo pegadas umas às outras em fileira. Seu valor histórico reside em constituírem um grupo intacto de habitações populares típicas de muitas cidades brasileiras. Em Porto Alegre, o grupo preservado ali é remanescente de uma área onde este tipo de construção era generalizado.
Estas casas originalmente eram ocupadas por pessoas de renda muito baixa, em regime de aluguel. Com o passar dos anos seus ocupantes passaram a ser os proprietários. Sua denominação deriva do antigo nome da rua Joaquim Nabuco - Rua dos Venezianos - sendo que esta travessa era um beco que a ligava à Lopo Gonçalves. Sua primeira aparição no mapa oficial da cidade data de 1935.
O conjunto começou a ser restaurado em 1983, com auxílio dos próprios moradores. Para preservar-se não só a arquitetura, mas também a atmosfera característica do entorno, foram tombados juntamente imóveis limítrofes nas ruas Lopo Gonçalves e Joaquim Nabuco. A travessa ainda apresenta o calçamento original de pedras irregulares.
Foto: Rodilon Teixeira