3.5.12

1º Prêmio Instituto de Artes Visuais (IEAVi).


Artista passará 20 dias morando na Praça da Alfândega, em Porto Alegre.

A Praça da Alfândega hospedará um novo morador a partir desta quinta-feira. O artista plástico Túlio Pinto passará 20 dias vivendo no local como parte do projeto Transposição, uma mistura de instalação, performance, vídeo e fotografia.

Outras duas exposições — de Eduardo Montelli, Isabel Ramil e Mariane Rotter — também têm abertura amanhã, na Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ), e todas integram o 1º Prêmio Instituto de Artes Visuais (IEAVi).

Túlio ocupará uma casa pré-fabricada, equipada com colchão inflável, cobertor e um liquinho para esquentar a água do café e do chimarrão, para acompanhar de perto o desenrolar de Transposição. Tudo começa com uma pilha em formato cúbico, composta por 6 mil bloquetes de concreto, montada no centro da praça. O artista brasiliense de 37 anos, radicado em Porto Alegre desde 1993, transportará as peças, dia a dia, em um carrinho de mão, até a Galeria Augusto Meyer, no terceiro andar da CCMQ. A quantidade de bloquetes foi determinada a partir da metragem da sala de exposição — as 6 mil unidades são suficientes para cobrir todo o piso da galeria.

Os dois processos — a desmontagem da "escultura" na praça e o novo trabalho que estará surgindo na Augusto Meyer —, com duração prevista de três semanas, serão fotografados diariamente, e o projeto também renderá um documentário. O público pode acompanhar as sucessivas etapas de Transposição pelo site www.transposicao.com. Ao final do transporte das peças, a casa pré-fabricada também será desmontada e levada para a Casa de Cultura. O ciclo se completará ao final do período de exposição, em junho: Túlio doará os bloquetes para o Ponto de Cultura Quilombo do Sopapo, que incentiva ações comunitárias envolvendo arte, cultura, cidadania e economia solidária entre jovens do bairro Cristal, na Capital.
— Os bloquetes saíram do ambiente de indústria, passam para o campo da arte, vão trabalhar como metáfora na praça e ser impregnados por essa experiência. Depois voltam para o mundo real, para a arquitetura, mas não serão os mesmos blocos — explica o artista. — O trabalho flerta com escultura, instalação, fotografia, performance. Está inserido no contexto contemporâneo e multidisciplinar. Os meios se atravessam, se contaminam, se complementam — acrescenta.
Estar Como Habitar, de Eduardo Montelli e Isabel Ramil, e Meu Ponto de Vista: Série Banheiros, de Mariane Rotter, também são trabalhos selecionados no 1º Prêmio IEAVi. O primeiro reúne produções recentes da dupla de autores — o autorretrato Lemonade e série Inventário, de Montelli, e os vídeos Dias Felices e Stomoxys-Coca, de Isabel. Mariane, mestre em Poéticas Visuais, apresenta um conjunto de fotografias de banheiros públicos e privados, onde se retratou frente a pias e espelhos, na maior parte das vezes sem se ver refletida.
www.transposicao.com

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