16.4.12

De16 a 20 de abril no Mercado público de Porto Alegre


Estamos no Mercado público de Porto Alegre de 16 a 20 de Abril,no térreo "espaço de eventos" das 9.00 às 19.00hs.
Estaremos com as camisetas,com as mini-camisetas  e também com os quadros pintados em latas amassadas.

10.4.12

Os casarios de Iberê

Antes de partir para a Europa para seus estudos artísticos em 1948, Iberê desenvolveu muitas pinturas dos casarios de Santa Tereza, na Lapa, Rio de Janeiro. Pode-se observar que estas pinturas privilegiam a perspectiva das ruas e das construções e, ao mesmo tempo, evocam uma atmosfera de solidão que se espraia pelas paisagens. Lapa foi a obra através da qual Iberê conquistou o Prêmio de Viagem ao Estrangeiro, no Salão Nacional, no Museu de Belas Artes do Rio de Janeiro, na categoria Pintura, em 1947. No entanto, paisagens como essas não retornam na obra posterior do artista.
Arredores da Lapa, 1948 óleo sobre tela, 55 x 46 cm col. particular, Rio de Janeiro
Paisagem do Rio, 1948 óleo sobre tela, 48 x 40 cm col. particular, Rio de Janeiro
apa, 1947 óleo sobre tela, 73 x 60 cm col. Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro

7.4.12

abaporu,tarsila do amaral

Abaporu, de Tarsila do Amaral, é a tela brasileira mais valorizada no mundo. Ela custou US$ 1,5 milhão. Abaporu é um nome tupi, que significa "homem que come gente". Tarsila estava na fase antropofágica do Modernismo, que propunha deglutir a arte e cultura estrangeira e adaptá-la ao Brasil. Um dos criadores deste movimento foi o marido da pintora, Oswald de Andrade, a quem a obra foi oferecida. A artista brasileira criou Abaporu com mãos e pernas grandes para valorizar o tr...abalho braçal pelo qual passava a maioria dos trabalhadores do País. Em detrimento, percebe-se que a cabeça dele é bem menor que os outros membros, mostrando a desvalorização do trabalho mental na época. Ficha Técnica - Abaporu: Autora: Tarsila do Amaral Onde ver: Museu de Arte Latino-Americana de Buenos Aires, Argentina Ano: 1928 Técnica: Óleo sobre tela Movimento: Modernismo

5.4.12

um domingo tri tranquilo

A dica mais bagual que a redação do Bairrista poderia sugerir para um domingo tradicional passa por pontos corriqueiros de Porto Alegre. Aqueles que estão sempre por ali e que por isso mesmo acabam sendo pouco valorizados. O primeiro passo pra um domingo bagual dos mais dez começa no sábado. Pega leve na ceva pra acordar ali pelas nove da manhã e já começa a curtir a domingueira. Te arruma, coloca a bombacha mais guapa e te toca pra redenção. Aquela baita caminhada pelo brique, comprando uns vinis velhos, ouvindo a Grupo Bluegrass Porto-Alegrense. Quando vê já é meio-dia. Aí o melhor a fazer é a tradicionalíssima Lancheria do Parque, a Lanchéra. Almoça por ali mesmo, vivente, que tu não vais te arrepender. E segue o domingo. Da Lanchéra tu volta pra Redenção, mas dessa vez pra lagartear. Comer umas berga sentado no sol, contar uns causos ou cantar umas milongas no violão. Ou então uma caminhada pelo Bonfim provavelmente o bairro mais agradável para uma caminhada pós-almoço. Aí já é hora do futebol. Pro domingo ser daqueles te toca pro Olímpico ou Beira-Rio. Essa rivalidade que nos move também pauta nossos domingos. E aí é a hora da mulher entender que tomar uma ceva com os amigos antes de entrar no estádio é o que afirma se o domingo é bagual ou não. Se o domingo for de Grenal então... Mas não é o fim. Pra fechar o final de semana temos o pós-jogo. Com vitória ou com derrota o lugar é o Barranco. Pra comer uma carne ou falar mal do técnico; molhar as palavras com uma ceva bem gelada ou chorar aquele pênalti não marcado. Um lugar para abrandar a segunda-feira que se aproxima. E assim se foi mais um final de semana na República Rio-Grandense. Sempre o melhor final de semana até que chegue o próximo porque nada melhor do que ser Gaúcho. Pro Gaúcho todo final de semana é bom, basta estar no RS. Por Júnior Maicá. http://obairrista.com/

4.4.12

Johannes Vermeer

A Leiteira, de Johannes Vermeer

O tema retratado na pintura é uma jovem robusta executando, com toda a atenção, a tarefa de despejar o leite de uma jarra em uma vasilha sobre a mesa, em um austero interior do século XVII.

A concentração da moça contribui para a impressão de quietude que a cena passa. O sugerido pelo pintor é que o único ruído é proveniente do leite caindo de um recipiente em outro. O ambiente é profundamente íntimo e o tempo nele parece imóvel.

O artista era considerado um mestre na observação do cotidiano, e conhecido por ser atento aos mínimos detalhes de uma cena. Isso é evidenciado na obra pelo prego na parede. O tratamento de luz e sombra também revela a grande perícia de Vermeer: a luz que cai sobre a leiteira destaca seus antebraços pálidos e dirige o olhar do leitor para o leite que escorre.

Embora A Leiteira não seja um retrato, o observador tem a certeza absoluta de que a cena foi criada a partir da observação direta. Isso é reforçado com as feições cuidadosamente retratadas da moça, que pertencem, na realidade, a uma pessoa real - Tanneke Everpoel, empregada da família de Vermeer.


4 detalhes de A Leiteira se destacam:

1. A luz:

A janela é a única fonte de luz do cômodo. O vidro quebrado mostra a preocupação do artista com os detalhes; a iluminação que entra pela abertura é prova de sua sutileza no trato da luz. A luminosidade proveniente da janela realça o recipiente de latão sobre a parede sombreada.


2. Azulejos de Delft:

Vermeer nasceu em Delft, cidade famosa pela sua cerâmica. No canto baixo da parede um dos azulejos mostra Cupido, deus do amor, que simbolizava a lascívia feminina, assim como o escalda-pés. Sua inclusão na obra pretende enfatizar a sobriedade do tema retratado.


3. O pão:

Vista de longe, a codea de pão na cesta sobre a mesa aparece de forma convincente e realista, ao passo que, se observada de perto, é possível ver claramente que ela foi feita com incontáveis salpicos de tinta.


4. A superfície da mesa:

A leiteira é vista de baixo enquanto a superfície da mesa foi pintada em um ponto de vista ligeiramente elevado, além de estar inclinada para a frente, de maneira que propicia ao observador a visão clara dos objetos à mostra. A sutil discrepância de perspectivas permite que Vermeer controle o tema e a visão do público.

Ficha Técnica - A Leiteira:


Autor: Johannes Vermeer
Onde ver: Rijksmuseum, Amsterdã, Holanda
Ano: 1658
Técnica: Óleo sobre tela
Tamanho: 45,5cm x 41cm
Movimento: Idade de Ouro Holandesa